Crowdfunding Brasil

Mar 07

ASAP.me inicia fase de design e incentiva inovação por meio da criação coletiva

Como transportar as compras de supermercado de uma maneira confortável e sustentável foi a questão que a plataforma de crowdsourcing e design thiking ASAP.me colocou a seus usuários, em busca de uma solução criativa e co-criada. Pensando nisso, e após passar diversas vezes pela experiência de ter frutas, legumes e ovos estragados no transporte para casa, a bióloga Letícia Braga idealizou uma sacola com compartimentos, que possibilita que os produtos fiquem separados, preservando especialmente a integridade do conteúdo frágil.

A sacola foi escolhida pelos usuários da plataforma e já passou por uma pesquisa de mercado, que indicou que o produto atende às expectativas das pessoas. Agora, a ASAP.me está recebendo contribuições dos outros usuários para tornar o design do produto mais prático, além de sugestões de materiais e acessórios para a sacola. Esta etapa do desenvolvimento está aberta até XXXX e qualquer pessoa pode participar, enviando sugestões de como tornar o produto melhor, e facilitar ainda mais a vida de todos. “Nós acreditamos que a inovação é um processo social, que pode acontecer em qualquer lugar, a qualquer momento e que, quanto mais contribuições de outras pessoas receber, melhor será”, afirmou Gui Brammer diretor de crowdsourcing da plataforma. “Por isso contamos com a ajuda dos nossos usuários e de qualquer pessoa que tenha boas ideias e que queira contribuir para o desenvolvimento de produtos inovadores e criativos”, concluiu.

Assim que a fase de design for encerrada, a sacola passará por pesquisas de branding e de materiais e será transformada em um produto, fabricado em escala e vendido em grandes redes. O autor da ideia e os usuários que contribuíram com melhorias terão participação n as vendas, definidas a partir de um algoritmo criado especialmente para a iniciativa. “Desenvolvemos um algoritmo que nos permite definir a participação nas vendas dos produtos de forma eficiente entre o usuário que propôs a ideia e os que colaboraram com o desenvolvimento do produto, de forma que as contribuições mais relevantes terão taxas de retorno maiores”, explicou Cristian Cooke, diretor de plataforma da ASAP.me

Além deste projeto, outras iniciativas estão na plataforma, passando pela etapa de pesquisa de mercado, como uma capa de celular que protege a integridade dos fones de ouvido, um shape para skate feito com resina reciclada e um equipamento que permite organizar os fios de aparelhos eletrônicos.

A ASAP.me é uma plataforma que agrega Crowdsoursing, Open Innovation e Crowdfunding modelos que possibilitam a inversão do  padrão de inovação, de dentro das empresas para fora, e que utilizam a multidão como recurso amplo no desenvolvimento de um produto/serviço. Assim, a ASAP.me lança desafios no mercado para solucionar problemas do cotidiano das pessoas e das empresas, de forma organizada e fluida, encurtando o tempo e recursos necessários para o lançamento no mercado, por meio da co-criação, processo que economiza dinheiro, tempo e mão de obra qualificada, além de trazer a tona novas visões, usos e sugestões para o objeto co-desenvolvido. Com isso, os produtos/serviços criados são completos, pois atendem as necessidades reais dos consumidores.  

A ASAP.me é coligada a WiseWaste, uma companhia de desenvolvimento de aplicações de resíduos em matéria prima de valor, que detêm tecnologias avançadas de reciclagem e logística reversa e atua em pesquisa e desenvolvimento de novas soluções para o reaproveitamento de materiais. Sua tecnologia já premiada e reconhecida pelo mercado e permite que a plataforma tenha acesso a mais de 20 empresas fabricantes de produtos em escala industrial. “O que pretendemos é ajudar a comunidade a criar em colaboração e ver suas ideias tornarem-se realidade, sendo produzidas localmente com matéria-prima reciclada pela WiseWaste, nossa parceira em logística reversa e reciclagem”, comentou Chicko Sousa, diretor de inovação da ASAP.me.

Todos os projetos em andamento estão no site da plataforma e para contribuir basta se conectar ao site, http://www.asap.me

Mais detalhes sobre o projeto da sacola estão em: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wEnWqiebOBY

Feb 25

Meu artigo no Valor Econômico: “Equity Crowdfunding” no Brasil

O Valor Econômico publicou nesta sexta (22.02.2013), na seção “Legislação e Tributos”, um artigo da minha autoria sobre a captação de recursos para pequenas empresas e startups por meio de crowdfunding. Como o acesso ao site é para assinantes, coloco aqui o arquivo PDF:http://startdireito.files.wordpress.com/2013/02/flavio-picchi-mercado-de-capitais-para-microempresas.pdf

O link original para o artigo é http://www.valor.com.br/brasil/3017560/mercado-de-capitais-para-microempresas.

O equity crowdfunding é uma tendência mundial, e é sempre bom saber que esse mecanismo já pode ser usado no Brasil. Todos os comentários são muito bem-vindos!

Convido a todos também a visitar meu blog StartDireito (www.startdireito.com.br), que é um ponto de discussão sobre aspectos jurídicos ligados a empreendedorismo, startups e investimento anjo. Fico à disposição para quem quiser falar mais a respeito.

Flavio Picchi | StartDireito

www.startdireito.com.br

www.linkedin.com/in/flaupi

Oct 25

Debate sobre crowdfunding na TV com participação de 4 sites de crowdfunding

Boa tarde !

 

Debate na TV sobre Crowdfunding (foi ao ar nesta terça-feira 23/10/12 no canal Rede Minas de TV). 

 

Participações:

 

André, eu : ) - Mobilizefb.com (Crowdfunding no Facebook)

Diego - Catarse.me

Eduardo - Autor de Projeto do Movere.me

Luis - Autor de Projeto do Catarse

Jussara - Variavel5.com.br

 

parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=mhvUwYiRg6g&feature=plcp 

parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=r1BBsBUKivc 

parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=zyTlAaiIFrc 


Abraços,

André Gabriel.


Sep 11

União de 2 plataformas geram nova plataforma crowdfunding para o terceiro setor

Juntos somos mais fortes! Quem já não ouviu essa frase? Pode parecer clichê, mas esse conceito é mais do que verdadeiro principalmente quando falamos de crowdfunding, o financiamento pela multidão, a vaquinha de muitas pessoas para ajudar um projeto a acontecer de forma independente.

E o melhor, com qualquer contribuição, o doador passa a fazer parte: todos juntos por uma causa!

Agora a GiveOn e Tzedaka.com.br estão juntas e passamos a estar juntos.com.vc!

Somos uma ONG e não cobramos nenhuma taxa das arrecadações. Nosso objetivo é ajudar muitas organizações sérias e de alto impacto positivo na sociedade a captarem recursos para seus trabalhos e dar a oportunidade às pessoas encontrarem projetos que se identificam - tudo isso por meio de uma análise de redes e consultoria de comunicação junto à organização.

Além disso, geramos uma grande visibilidade para estas iniciativas que acontecem ao nosso redor.

Estamos juntos! 

Juntos.com.vc

Aug 27

Entendendo o Crowdfunding com o Criança Esperança

Post originalmente publicado no Blog Soul Social, da Plataforma Soul Social - Ideias e Projetos.

Por Thiago Ribeiro

 

 Em diversas oportunidades, quando foi preciso explicar o que era o financiamento colaborativo (90% das conversas que tive por ai), usei o Programa Criança Esperança como uma referência de sucesso do Crowdfunding no Brasil, mas sempre o fiz sem muita reflexão. A ideia desse post é analisar os elementos fundamentais que compõem o modelo de crowdfunding à luz do Programa Criança Esperança e demonstrar as razões para seu enorme sucesso ao longo desses mais de 20 anos.

O Programa Criança Esperança está em andamento desde o ano de 1986, e até o ano de 2003 ocorria em parceria entre a UNICEF e a Rede Globo. Desde 2004, quem é responsável pela gestão dos recursos arrecadados pela campanha é a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, que substituiu a UNICEF[1] e cumpre papel fundamental para a credibilidade do Programa.

Nessa tarefa de dissecar o Programa podemos perceber a presença de elementos comuns em todos os processos de financiamento colaborativo, quais sejam:

1)      Existe uma CAUSA e PROJETOS a serem financiados;

2)      Existe uma CAMPANHA, pensada, planejada e estruturada;

3)      Os dois principais PROPONENTES do Programa lhe conferem:

  1. CREDIBILIDADE – UNESCO;
  2. PODER de Mobilização – Rede Globo.

4)      Os artistas e personalidades ENGAJADOS sensibilizam as pessoas e aumentam a taxa de conversão dos apoios;

5)      As pessoas podem APOIAR voluntariamente o Programa com PEQUENOS VALORES, através de PLATAFORMAS (telefone e Internet) de fácil acesso;

6)      Os shows amarram o ciclo, promovendo a ATRATIVIDADE do Programa e funcionam como uma espécie de CONTRAPARTIDA aos apoios recebidos.

Enfim, se pudéssemos pensar em condições ideais e na presença de todos os elementos que garantem o sucesso de uma campanha de crowdfunding, o Criança Esperança seria o ULTIMATE CROWDFUNDING!

O Programa já faz parte da nossa vida, é conhecido pela grande maioria das pessoas (awareness). Defende uma causa de grande penetração (crianças carentes) e que sensibiliza a maior parte dos potenciais doadores. Os projetos são referenciados e monitorados por uma organização internacional que presta contas mundialmente, ligada a ONU. A Rede Globo é uma das maiores empresas de comunicação do mundo, presente em 100% dos lares  que possuem televisão no Brasil, além das outras mídias impressas e digitais, que lhe conferem, virtualmente, a capacidade de atingir a totalidade dos potenciais doadores para o Programa.

Soma-se a isso a experiência, o profissionalismo e a organização da campanha, bem como os diversos artistas e personalidades que se engajam na campanha e apoiam a causa, a começar pela figura de Renato Aragão (que atravessa gerações) e comanda o Criança Esperança.

Não bastasse todos esses fatores presentes, ainda há  os shows de artistas em destaque e com padrão mundial de produção.

Por todos essas variáveis coordenadas, penso que o máximo que uma CAUSA possa arrecadar com o crowdfunding no Brasil esteja referenciado hoje pelo Criança Esperança.



[1] Penso que, com a evolução dos indicadores nacionais, a missão da UNESCO passa a responder melhor às necessidades de nossas crianças, por isso substitui o Fundo da Infância nessa empreitada.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (em inglês United Nations Children’s Fund - UNICEF) é uma agência das Nações Unidas que tem como objetivo promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento. (Wikipedia)

Jul 25

Como definir as contrapartidas (recompensas) para os apoiadores de projetos de crowdfunding?

Post Originalmente publicado no Blog Soul Social da Plataforma de Crowdfunding Soul Social - Ideias e Projetos

Numa campanha de Crowdfunding, uma boa estratégia para definição das contrapartidas (rewards) pode contribuir de forma decisiva para o sucesso da arrecadação. Essa com certeza não é uma tarefa trivial, nem pode ser entregue na forma de um manual, mas um pouco de método na sua definição pode ajudar a campanha a alcançar melhores resultados.

Para quem não está familiarizado com o Crowdfunding, aqui no Brasil difundiu-se o modelo no qual o proponente define uma escala de valores de contribuição para o projeto, sempre associadas a alguma contrapartida (recompensa) ao apoiador. De maneira geral o que vemos é um padrão acumulativo no qual a primeira faixa recebe algo simbólico, na segunda, algo simbólico mais alguma outra coisa e assim sucessivamente. Aparentemente sem grande reflexão, apenas considerando a lógica de quanto mais dinheiro, mais benefícios.

Essa pode ser uma estratégia, mas, com certeza, não deve ser a única, nem a mais adequada em todos os casos.

É importante frisar que as reflexões contidas nesse post não são definitivas, nem podem dar conta da infinidade de projetos e de valores financiados. Muitas contrapartidas são limitadas pela própria natureza do projeto, ou pelos valores a serem financiados. A intenção é somente fornecer algum método que possa contribuir para a eficácia das campanhas e aumentar o poder de arrecadação dos projetos.

Para iniciarmos a reflexão, penso que o proponente tenha de fazer algumas perguntas:

1) Quem contribuiria com o projeto?

2) Com quanto essa pessoa estaria disposta a contribuir?

3) O que poderia incentivá-la na decisão de contribuir com o projeto?

Como mencionamos no artigo Um olhar estratégico sobre o Crowdfunding Social é importante perceber que há ao menos 3 grandes grupos de motivação para as pessoas apoiarem os projetos, quais sejam:

1) Motivação pessoal – Pelo conhecimento e relacionamento prévio com o proponente (dono do projeto), ou amigo alguém próximo, pelo qual faz o aporte;

2) Motivação racional – Pelo interesse na contrapartida (recompensa) oferecida pelo projeto;

3) Motivação instintiva – Pela empatia com o projeto, ou com a causa defendida.

Partindo-se desses 3 grupos, podemos pensar em ao menos 3 tipos diferentes de incentivos que poderiam facilitar a decisão dessas pessoas, mexendo com seus valores e suas reações:

1) Motivação pessoal – Vaidade – Reconhecimento Público

2) Motivação racional – Benefício Material – Recompensa Tangível

3) Motivação instintiva – Orgulho – Reconhecimento Privado ou Reservado (sem estardalhaço)

Além dos perfis comportamentais, com certeza um tanto estereotipada e condensada em nosso exemplo, será preciso pensar nas características socioeconômicas dos apoiadores:

Sexo, Idade e Classe Social, ajudam a definir as faixas de apoio e as contrapartidas dessas faixas.

Nesse momento é preciso tentar chegar a um valor médio para as contribuições, cuja maioria dos apoiadores estaria situada. É possível? Essa faixa seria responsável pela maioria dos aportes e define o centro da distribuição, com faixas inferiores e superiores a serem definidas em observação às características do seu público-alvo.

Uma sugestão é montar uma tabela, separando as pessoas dentro dos 3 grandes grupos – os sociais, os racionais e os instintivos.

Depois inserir colunas para diferenciá-los por sexo, idade e renda e tentar estimar, pelo conhecimento prévio, contando com as melhores informações disponíveis, quem se interessaria por seu projeto.

Sugere-se iniciar pelos conhecidos e mais próximos, pertencentes ao primeiro grupo. Em seguida pelos motivados pelos benefícios materiais (para esse grupo é mais adequado projetos cujos resultados gerem como resultado produtos tangíveis e úteis, como CDs, DVDs, Livros, Jogos, etc..), pois nem todos os projetos podem oferecer algo do tipo sem onerar demais os custos da campanha.

Uma sugestão na ausência de resultados tangíveis é associar o projeto a algum evento em que a pessoa possa desfrutar, pois isso atrairia os tipos racionais, como os sociais (jantar, café da manhã com apoiadores das faixas tal a qual, etc).

Em tese, os mais simples de agradar e motivar são os instintivos, que são também os mais raros e os mais difíceis de decifrar para a maioria dos proponentes, pois pela pouca tradição dessa ferramenta de financiamento, as pessoas ainda desconhecem seu público.

A ideia dessa tabela é ajudar a construir os perfis dominantes de público-alvo e, a partir deles então definir as faixas de apoio e as contrapartidas oferecidas.

Obviamente, não é possível construir uma faixa e uma contrapartida para cada perfil encontrado, mas a ideia é apenas que o exercício sirva de guia para a tomada de decisão.

Por exemplo, definiu-se, pelas estimativas que o público-alvo é composto de homens adultos de alta renda e a maioria pertence à rede de relacionamento do proponente. Ou, são mulheres jovens e fãs da banda e não são amigas de ninguém, nem se interessam pelo projeto, querem o CD!! Serão, com certeza, utilizadas estratégias diferentes para cada um dos casos.

Além das estratégias para os apoiadores convencionais, há alguma margem para se pensar em patrocínio de pessoa jurídica ou oferecimento de contrapartidas especiais para apoiadores selecionados.

Em ambos os casos, a recomendação é que essas faixas sejam negociadas antes do projeto entrar em campanha e essas cotas sejam utilizadas de forma estratégica para estimular novos apoiadores, mas essa é outra história, para um outro post.

Apenas lembrando que as pessoas entram em lugares cheios, compram o que os outros compram, ficam na fila sem saber o motivo e apoiam projetos em que as pessoas com as quais elas se identificam estão apoiando e também aqueles que parecem ter melhores chances de sucesso.

Usem os conhecidos estrategicamente, bem como os patrocinadores. Um impulso rápido é importante, mas algumas cartas na manga para eventuais desacelerações poderão ser bem vindas no futuro!

Boa sorte.

 Thiago Ribeiro

Jul 20

Do Pier de Ipanema ao Mobilize, essa história não pode acabar.

Mobilize-se a favor de coisas legais, a sua presença, em todos os sentidos, é fundamental.

https://vimeo.com/32759060

Sobre o Pier de Ipanema

Na década de 70, o Pier de Ipanema acabou tendo uma serventia bem mais instigante do que despachar cocô quilômetros mar adentro. As colunas marrons cobertas de algas foram as barras do berço de um movimento que transformou radicalmente toda uma geração.

Ali o Menino do Rio pegava seus tubos enquanto Rose Di Primo fervia a imaginação da rapaziada com seu biquíni. Evandro Mesquita já falava do mesmo jeito que hoje e, junto com o Asdrubal trouxe o Trombone iria dar mesmo o que falar, assim como Gal Costa, Novos Baianos, Fernando Gabeira e tanta gente que entrou no sleeping bag e sonhou à vera. Ninguém sabia definir muito bem o que acontecia entre aquelas dunas artificiais, mas muita gente tentou mesmo assim: “Um oásis em plena ditadura”, “pier do desbunde”, “pier do barato”, “pier da contracultura”, são apenas alguns dos apelidos que a estrutura, desarmada em 1975, ganhou ao virar ponto de encontro de intelectuais, artistas, escritores e jornalistas.

Com o fim do Píer as esquerdas perfeitas voltaram a quebrar no arpoador e tudo pareceu voltar ao normal. Mas só pareceu.

Quem viveu a experiência de estar por ali na época certa mudou sua maneira de ver a musica, a arte, o esporte, os relacionamentos, a paz e o amor. E a experiência continua…

Nos últimos 5 anos o site pierdeipanema.com proporcionou momentos de muita alegria e emoção, aproximando pessoas, possibilitando o reencontro de velhas amizades e divulgando suas histórias. Agora o Pier vai mudar!

O pierdeipanema.com vai abrigar entre suas pilastras e dunas virtuais pessoas compartilhando experiências e acrescentado novas idéias e vivências num pólo gerador de iniciativas e ações, direcionadas à qualidade de vida, bem como à melhoria do meio ambiente em que vivemos, compartilhando ideias para um mundo melhor. O tipo de idéia que a gente é bem capaz de ter na beira da praia.

Nesse novo projeto, o site, será transferido para uma plataforma que possibilitará o acesso mais ágil, uma maior facilidade de utilização pelo usuário, funções completas de rede social, integração com Google, Facebook e Twitter, interface para celular e melhor aproveitamento do conteúdo do site. Tudo disponibilizado gratuitamente. Sua colaboração possibilitará custear a criação do novo layout do site. Como contrapartida, ficaremos responsáveis pelo desenvolvimento da nova plataforma, programação, projeto da base de dados, servidores e migração de todo conteúdo atual, bem como manter essa história viva.

Através de parcerias vamos implementar uma ferramenta de captação de recursos para projetos de terceiros que serão lançados no pierdeipanema.com, aproveitando uma demanda existente que não tínhamos como apoiar.

A sua presença, em todos os sentidos, é fundamental. Apoiar é muito simples, Acesse https://www.facebook.com/pierdeipanema.net e clique no botão “Apoie agora” . Escolha o valor de seu apoio e veja nossas recompensas, essa é a forma que temos de agradecer sua força.
 
É isso que nos move.

Jul 12

Um olhar estratégico sobre o Crowdfunding Social (Financiamento Coletivo de Causas) -

Post do Blog Soul Social que trata da ferramenta do crowdfunding como estratégia de longo prazo para o financiamento institucional de organizações do Terceiro Setor.

Conheçam também a plataforma www.soulsocial.com.br para financiamento de projetos sociais, ambientais, esportivos e culturais.

Plataforma social está fechando todas as Campanhas. 100%.

A plataforma www.tzedaka.com.br (tzedaka vem do hebraico e significa “justiça social”) fechou os 3 primeiros projetos criados. Outros estão em andamento.

A plataforma é gratuita e focada em PROJETOS SOCIAIS. Não é cobrada taxa das arrecadações e ainda a Instituição que coloca uma Campanha no ar recebe gratuitamente uma consultoria para criação do Projeto e estratégia de divulgação, além de um acompanhamento de perto da equipe Tzedaka.

Os criadores e administradores da plataforma estão muito contentes com o resultado.
“Até o momento tivemos 100% de eficiência, ainda estamos no começo mas já deu pra sentir uma ótimo aceitação das Instituições e dos doadores. Estamos muito satisfeitos com os resultados” - Diz um dos fundadores Ariel Tomaspolski, 28 anos.

www.tzedaka.com.br
FB:https://www.facebook.com/pages/tzedakacombr/279612252076181 


 

Jul 09

Todos Juntos

Texto publicado no jornal O Estado de São Paulo, no Caderno Link:
http://blogs.estadao.com.br/link/todos-juntos/

Por Anna Carolina Papp

SÃO PAULO – É ótimo quando uma boa ideia dá certo. Agora, quando 249 delas se concretizam de fato, melhor ainda. Criado para tirar esboços do papel e colocá-los em prática, o Catarse comemora seu um ano e meio de existência proporcionando financiamento de projetos de forma colaborativa. O site é a primeira plataforma de crowdfunding do Brasil – como são chamados os serviços com esse propósito.

A ideia já rondava os recém-formados administradores Diego Reeberg e Luis Otávio Ribeiro desde 2010. Inspirados pelo norte-americano Kickstarter e interessados no tal crowdfunding que despontava lá fora, se juntaram a Daniel Weinmann, de Porto Alegre, e colocaram o site no ar em 17 de janeiro de 2011.

Vingou: em um ano e meio, mais de R$ 3 milhões foram arrecadados e 249 projetos alcançaram a meta de financiamento.

Crowdfunding consiste em arrecadar um pouquinho de dinheiro de um monte de gente para pôr uma ideia em prática. No Catarse é assim: o idealizador envia seu projeto, diz o quanto precisa e até quando. Interessados fazem doações a partir de R$ 10. Se até o fim do prazo o valor for atingido, o criador recebe o dinheiro. Os apoiadores ganham uma recompensa em troca, que pode ser um adesivo, um jantar, uma camiseta. Se o projeto não vingar, o dinheiro é devolvido ou pode ser revertido em crédito para financiar outros projetos.

A colaboração não se limita ao financiamento. O Catarse abriu seu código, que foi usado por pelo menos outras 50 plataformas. “É uma forma de quebrar uma barreira, para o cara não pensar: tenho de começar minha plataforma do zero, então não vou fazer”, diz Luis Otávio.

Sete pessoas trabalham no site: três em São Paulo, duas no Rio de Janeiro, uma em Porto Alegre e uma em Belo Horizonte. Para se manter, o Catarse fica com 7,5% do valor arrecadado pelos projetos bem-sucedidos. Segundo os fundadores, o site não dá lucro, e nem é essa a proposta.

Diego diz que não gosta de definir o Catarse como uma startup que tem modelo de negócio e visa à expansão. “Podemos crescer devagar, organicamente. Não queremos quantidade, e sim projetos em que acreditamos.” Ele conta que já recebeu uma proposta de fusão, recusada por “não ter nada a ver com a ideologia” do site.

Projetos. Os fundadores dizem que o Catarse aceita projetos de qualquer tipo e que são abertos em sua curadoria, mas há critérios básicos. Primeiro de tudo: tem de ser um projeto, não uma ideia solta. “Tem de ter começo, meio e fim bem definidos. Eu (o idealizador) pego esse dinheiro, executo e entrego o quê para a comunidade? E o resultado tem de ser de acesso coletivo”, diz Luis. É preciso ter um vídeo de apresentação. Sem ele, a proposta é rejeitada.

Entre elas, não faltam casos curiosos. Alguém sugeriu levantar R$ 19 bilhões para comprar o Yahoo; outro queria ser o primeiro brasileiro a ir à Lua; fora ajuda para comprar um iPhone e para pagar a cirurgia da mãe. “Nesses casos, indicamos sites como o vakinha.com.br”, diz Diego.

Os fundadores contam que um dos planos é distribuir a curadoria. “A gente fala de colaboração, é bonito, mas quem decide quantos e quais projetos entram na plataforma são só duas pessoas; é até meio ditadura!”, brinca Luis.
Outra questão a ser melhorada é o relacionamento entre as pessoas envolvidas. Hoje o Catarse apenas encaminha e-mails de apoiadores aos criadores, que ficam responsáveis por responder e entregar a recompensa. “Queremos que esse processo de gerenciamento aconteça na própria plataforma”, diz Luis.

Na terça-feira, o Catarse realizou o primeiro “Rendezvous Catarse”. A confraternização aberta reuniu cerca de 400 pessoas em um bar na Vila Madalena, em São Paulo, em clima descontraído. Projetos foram expostos e houve até performance burlesca, além da exibição de vídeos de iniciativas concluídas.

Uma das intenções era incentivar o contato mais próximo, que já existia online, entre projetos aparentemente desconexos. “A internet aproxima as pessoas, mas por outro lado, afasta o contato pessoal, o olho no olho.”
Para os fundadores, apesar de novo, o crowdfunding tem grande potencial no País. Novos sites têm aparecido e o receio em colaborar tem diminuído. “A gente fala de financiamento, mas o dinheiro é só uma das moedas. Acontecem um monte de outras coisas (de valor): serviços e ações de voluntariado”, diz Luis.

Diego completa: “Queremos servir como ferramenta de mudança social, para organizar comunidades e potencializar ações”. E, meio sem graça, cita Nietzsche: “Que as pessoas, através do Catarse, possam viver o que Nietzsche chamava de ‘eterno retorno’: aquele momento que eles gostariam que durasse para sempre. Muitas vezes, a ideia que a pessoa propõe é o projeto da vida dela. Essa é a nossa satisfação”.

DEU CERTO! 

Alguns dos projetos que foram realizados graças à plataforma:

Belo Monte | O filme levantou a maior quantia até agora – R$ 140 mil – e já está na internet.
BaixoCentro | Festival levou eventos culturais ao Centro. Foram levantados R$ 17 mil.
Pimp My Carroça | Com R$ 64 mil, carroças foram reformadas e catadores, amparados.
Ônibus Hacker | Com R$ 58 mil, ônibus promove atividades do grupo Transparência Hacker.